17/11/2007

Novo filme de Kidman é acusado de apologia ao Ateísmo...




O filme "A Bússola de Ouro" nem mesmo chegou às telas e já começou a gerar polêmica. Acontece que o longa-metragem é adaptação do primeiro livro da trilogia escrita por Philip Pullman, e foi apontado como um material que promove entre suas linhas o ateísmo, opção de vida adotada pelo autor.
Acusado por alguns críticos de fantasiar uma aventura que no fundo conta a história de uma menina que quer matar Deus, o filme provocou a ira de católicos, que consideraram a trama ofensiva e desleal. Mesmo com a New Line Cinema garantindo ter retirado do longa qualquer relação religiosa, os cristãos ainda temem que as crianças que gostem do trabalho tenham a curiosidade de ler o material.
"Estes livros denigrem o Cristianismo, acaba com a Igreja Católica e vende virtudes ateístas. Não estou preocupado realmente com o filme, que me parece fraco", comentou Bill Donohue, presidente da Liga Católica. "O filme foi feito com base nos livros. É enganador. Pullman está esperando que seu livro voe das prateleiras neste natal", reforçou.
Vendo a confusão gerada pelos católicos, que promoveram uma verdadeira campanha contra o filme, o estúdio precisou ir à tona para tentar diminuir os danos causados. "'A Bússola de Ouro' é uma fantasia para entreter, que fala sobre amor, coragem, responsabilidade e liberdade. Estamos ansiosos para a estréia do dia 7 de dezembro", declarou um porta-voz.
Dirigido por Chris Weitz ("Um Grande Garoto"), a fantasia traz em seu elenco Nicole Kidman ("Moulin Rouge"), Daniel Craig ("007 - Cassino Royale"), Eva Green ("Os Sonhadores") e a estreante Dakota Blue Richards, que concorreu com dez mil garotas pelo papel. A história gira em torno da pequenina Lyra Belacqua (Blue Richards), que enfrenta várias aventuras em busca de seu melhor amigo, misteriosamente seqüestrado. Entre os percalços, ela acaba dando de cara com bruxas, e terá de lutar contra um plano maligno que ameaça todas as crianças do mundo.
Sobre a polêmica, Pullman disse: "Este deve ser o único filme atacado na mesma semana por ser religioso demais e ao mesmo tempo sem-religião demais - e por pessoas que sequer o assistiram ainda".

Fonte:Cinema_com_Rapadura

Comprei os livros e li e recomendo a todos os que quiserem, é uma ótima leitura...
O livro fala sobre a teoria dos universos paralelos... Muitíssimo interessante
Mas ão se esqueçam que é fantasia!!!

15/11/2007

ZeitGeist








Não acredito em tudo daí, mas já que me pediram aí está...
o ZeitGeist...

08/11/2007

Apologia do ateísmo

O ateísmo é algo presente na sociedade e indica uma posição filosófica racional e cética perante o mundo, dotado de uma visão racionalista e completamente desvinculada de misticismos desnecessários –– e em “misticismo” inclui-se também a supervalorizada religião ocidental, o cristianismo. A crença no divino –– ou no sobrenatural de maneira geral –– é onipresente (com o perdão do trocadilho) em nossa sociedade. Para todos os cantos a serem olhados, há alguém pregando sua própria forma fantástica de criação do universo e sobre como não somos frutos de nucleotídeos autoreplicantes oriundos de uma sopa primitiva, e sim produtos de uma criação planejada por um ser supremo. Os ateus, em diametral oposição a essas pessoas, preferem ater-se ao demonstrável e observável; à ciência da realidade objetiva que explica fenômenos através de leis que podem ser aplicadas em todo e qualquer caso.
Ainda é presente na sociedade o pensamento que a descrença no sobrenatural advém da revolta interior com seu deus pessoal. Tal asserção não poderia ser mais falsa. Na verdade, a consciência atéia é proveniente da análise racional da conjuntura em que se está inserido e do questionamento mais básico –– o “por quê?” –– tal fazem as crianças com sete anos de idade. O naturalista, ou ateu, é o eterno cientista pueril: aquele que não se contenta em acreditar que as crianças nascem de uma sementinha que o papai planta na barriga da mamãe e, na verdade, querem entender o encontro dos gametas na tuba uterina e a fusão do núcleo deles, com a reunião dos cromossomos homólogos.
Muitos clamarão que a idéia de um deus é necessária para explicar o universo, e que o ateísmo não conseguiria, pela ciência, explicar a origem do universo, por exemplo, já que nem ao menos a origem da vida a tese darwinista a explica com objetividade. O fato é que o ateísmo não tem a pretensão de explicar o mundo de uma vez por todas, mas justamente o contrário: pretende explicá-lo passo a passo, com evidências mutuamente suportáveis e definitivamente não embasadas em opiniões, pessoas ou hipóteses que não resistem ao teste. O ateísmo consiste em uma visão desmistificada do mundo e possui, por princípio básico, a aceitação somente daquilo que possa ser comprovado. Ponto final.
Alguém poderia dizer: “Ora, mas ateus não podem provar a inexistência de Deus!”. É claro que não podemos! Afinal, nem faz muito sentido dizer “provar a inexistência”. O ônus da prova cabe ao afirmante e, como há pessoas que afirmam que há um deus, a prova cabe a elas. Se isso ainda é insuficiente, analogamente peço para que qualquer teísta me “prove a inexistência” de trolls que vivem no subterrâneo de Manhattan. Eles existem, eu já vi, e tenho cinco amigos que confirmam sua existência. O que minha crença possui para ser menos válida que a dos teístas? Por favor, rogo que não caiam em um argumentum “ad populum”...
Por fim, resta dizer qual a intenção que há em se escrever um texto deste estilo. Minha intenção não é convencer as pessoas de que o ateísmo é o melhor caminho a se seguir –– isso seria até idiotice, dado que o ateísmo é uma convicção pessoal e advinda do questionamento interno ––, mas sim expor aos teístas que nós não somos demônios bíblicos de rabo e chifre, nem mesmo revoltados com a vida. Somos, sim, pessoas que se preocupam em ter o mínimo discernimento sobre o mundo em que vivemos sem ter de apelar para aquilo que (supostamente) não pode ser compreendido pelas nossas mentes. Se há alguma intenção de conversão, ela é fazer com que aqueles que têm essa tendência naturalista de pensamento tenham a coragem de se assumir descrentes perante essa sociedade hipócrita e intolerante, que se traveste de moralista. Não é vergonha alguma admitir-se errado –– e assim o farei tão logo haja evidência para a existência de um deus ––, muito menos de professar sua descrença.
Ponho-me à disposição para eventuais respostas que surgirão a esse artigo, afinal, ao contrário do que se professa, política, futebol e religião são discutíveis sim.
Fonte: Jornal de piracicaba
By Daniel A. B. Modolo é estudante

Gostaria de deixar claro que eu MARKO ROGÉRIO assino em baixo, e aquele que quiser levar um papo cordial e sem exaltações por favor mandem-me um e-mail ou adicionem-me no seu MSN.
contato3dsmarko@hotmail.com

STR