17/10/2007
06/10/2007
Vaticano sedia conferência de astronomia
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| Cientistas vão discutir conceitos de tempo e espaço |
Durante o encontro de cinco dias, na Universidade Papal, os cientistas vão usar fórmulas e simulações matemáticas para discutir as origens do universo, especialmente a formação e evolução de galáxias, estrelas e planetas.
É a segunda vez em sete anos que o Vaticano organiza um evento do tipo. Segundo o padre José Funes, chefe do Observatório do Vaticano, importantes descobertas foram feitas com a ajuda de telescópios desde o último encontro astronômico do Vaticano, em 2000, e há muito para ser discutido.
O padre Funes lidera uma equipe de 13 cientistas, a maioria padres jesuítas, para realizar seus programas de pesquisa astronômica e coopera com renomadas universidades em várias partes do mundo.
Um dos integrantes do grupo, frei Guy Consolmagno, explica as motivações da Igreja para financiar pesquisas científicas depois de séculos de discussões a respeito dos papéis da ciência e da religião: "Eles (o Vaticano) querem que o mundo saiba que a Igreja não tem medo da ciência".
"Esse é nosso modo de ver como Deus criou o Universo e eles (o Vaticano) querem deixar o mais claro possível que a verdade não contradiz a verdade; que se você tem fé, você nunca vai temer o que a ciência vai revelar, porque é verdade", diz o frei.
Calendário
A Igreja Católica começou a se interessar seriamente pelo estudo de astros e galáxias quatro séculos atrás, quando o Papa Gregório 13º instituiu um comitê para examinar os efeitos para a ciência de sua reforma do calendário.
Em 1582, o Papa substituiu o calendário juliano, que vigorava desde os tempos de Júlio César, pelo calendário gregoriano, mais correto cientificamente e usado até hoje.
Mas que pode ser considerado o primeiro observatório astronômico do Vaticano foi criado apenas em 1789 em um prédio chamado de Torre dos Ventos, que ainda existe perto do Palácio Apostólico.
Um século depois, em 1891, o Papa Leo 13º, numa tentativa de contrabalançar a percepção de uma suposta hostilidade da Igreja em relação à ciência, criou outro pequeno observatório numa montanha atrás do Domo da Basílica de São Pedro.
Por causa do crescimento de Roma e do aumento da poluição, que atrapalhava a visibilidade das estrelas, os telescópios do Vaticano mudaram de lugar diversas vezes. Desde 1981, o Vaticano escolheu a cidade americana de Tucson, no Arizona, como base para seu grupo de pesquisas astronômicas. É lá que fica hoje o telescópio de tecnologia avançada do Vaticano.
Fonte: BBC
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071001_vaticanoestrelas_is.shtml
Líderes xiitas rivais assinam acordo no Iraque
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| Al-Hakim e al-Sadr lideram grupos xiitas rivais |
O desentendimento entre clérigo Moqtada al-Sadr e Abdul Aziz al-Hakim, chefe da Suprema Corte Islâmica do Iraque, já durava meses.
Uma série de ataques recentes no sul do Iraque foram atribuídos à rivalidade xiita.
Em um comunicado, os dois líderes disseram que o objetivo do acordo é respeitar tanto o interesse islâmico quanto nacional.
“O acordo é essencialmente um compromisso de honra”, disse um porta-voz do grupo de al-Sadr à agência AFP.
“O aspecto mais importante é que proíbe os dois lados de derramarem sangue uns contra os outros e contra os iraquianos em geral.”
Um porta-voz de al-Hakim disse que “o Iraque precisa de acordos entre facções para melhorar e preservar a unidade nacional iraquiana”.
Rivalidades
Os líderes disseram também que seus grupos irão coordenar suas operações culturais e de mídia.
O grupo de al-Hakim é um dos principais partidos da coalizão que governa o Iraque.
Já al-Sadr ganhou notoriedade após a invasão americana, em 2003, e lidera um grupo que conta com o apoio de sua própria milícia armada, o Exército Mehdi.
O clérigo havia ordenado a suspensão das atividades da milícia em agosto.
Desde então, ele decidiu também boicotar o governo e retirar seus seis ministros da coalizão.
Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Jon Brain, caso seja implementado com sucesso, o acordo irá resolver uma das muitas disputas que dificultam a reconciliação no Iraque.
Mas, segundo Brain, não há indicação de que o grupo Moqtada al-Sadr planeje voltar para o governo.





