22/08/2007

Museu vai mostrar versão cristã da criação do mundo

Um novo templo high-tech ao fundamentalismo cristão deve abrir no meio dos Estados Unidos em maio, com o objetivo de dar a maior resposta à teoria evolucionista de Charles Darwin.

Os funcionários e simpatizantes da organização Respostas em Gênesis chamam o local de Museu da Criação.

Mas cientistas seculares terão reservas ao uso de ambas as palavras para descrever o prédio, quase pronto, que fica no oeste de Cincinnati, na fronteira entre os Estados de Ohio, Kentucky e Indiana.

Seja qual for a sua posição no debate, é impossível não ficar impressionado com o esforço feito na construção do museu, que custou US$ 27 Milhões ( cerca de R$ 58 Milhões). A organização espera atrair centenas de milhares de visitantes por ano no local

“Nós temos um planetário à esquerda e uma livraria quase pronta. O museu fica abaixo daquela arcada ali”, disse Mark Looy, vice-presidente de relações clericais da organização, em pé ao lado do robô de um dinossauro mastigando uma planta sintética.

Dinossauros

O museu tem o objetivo de apresentar o Gênesis – o primeiro livro da Bíblia - para todas as idades, e promover a crença de que a Terra tem menos de 10 mil anos de idade.

Todos os que trabalham no museu precisam acreditar que a Terra foi criada em seis dias de 24 horas cada, rejeitando a convenção de que a vida evoluiu lentamente ao longo de milhões de anos – teoria aceita pela maioria dos cientistas.

Para martelar essa idéia, duas crianças sorridentes, vestindo peles de animais, trabalham e brincam ao lado de um par de filhotes de Tyrannosaurus Rex.

“Você vai a alguns dos maiores museus, e os dinossauros são os ícones de ensino deles”, disse Looy.

“Nós vamos inverter isso e usar dinossauros para mostrar que a Bíblia apresenta a história real do mundo. Nós temos pessoas e dinossauros juntos.”

Não há menção de dinossauros em nenhum lugar da Bíblia, mas para todo cético, há um cristão pronto para ouvir e rebater os argumentos.

Ao lado do museu estão os escritórios e galpões da Respostas em Gênesis, que lembram qualquer outro complexo de escritórios de médio porte na região.

Apesar de as exibições ainda estarem em fase de construção, visitantes entusiasmados já começaram a aparecer.

Funcionários qualificados

A organização Respostas em Gênesis se orgulha de ter muitos cientistas qualificados entre seus funcionários, incluindo Geórgia Purdom, uma geneticista formada em uma das principais universidades de Ohio.

Ela está preocupada com o fato de que muitos cristãos não aceitam a versão literal da criação.

“É uma coisa fundamental. Se você não pode acreditar em Gênesis, porque acreditar em outras partes da Bíblia?”

“Você não pode escolher, dizer que essa parte está certa, e essa outra está errada”, disse.

Hollywood e Disney

A sofisticação dos robôs, objetos de arte e modelos do museu faria justiça ao mais avançado parque temático, e o designer principal já passou por Hollywood.

Apesar da presença de trabalhadores de construção profissionais, o custo do projeto provavelmente ficaria na casa dos US$ 100 milhões (R$ 214 milhões) sem o trabalho de voluntários, segundo o presidente da organização.

Com pesquisas de opinião mostrando que cerca de 40% dos americanos acreditam que Deus criou o homem em sua forma atual, em algum momento dos últimos dez mil anos, o museu poderia focar seus esforços apenas nos convertidos.

“Nós estamos pensando globalmente. Nós já tivemos indicações de que gente do Reino Unido e outras partes da Europa virá visitar o museu”, diz o australiano Ken Ham, presidente da Respostas em Gênesis.

Apesar de adotar a estrutura e tecnologia digna do mais extravagante museu científico, nada do que é mostrado aqui é remotamente plausível sem a aceitação do Gênesis.

Sem dar esse passo e rejeitar séculos de raciocínio científico, tudo por aqui lembra mais um reino mágico no estilo Disney.

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Fonte BBC Brasil

18/08/2007

A melhor ilusão de Ótica do mundo

Fala galera, tá aí mais um vídeo do godisimaginary.com traduzido, espero que aprendam com ele...
Link:
http://www.youtube.com/watch?v=jk6ILZAaAMI
Tradução:



Nós já vimos dezenas de ilusões de ótica. Agora eu gostaria de mostrar-lhe a melhor illussão de ótica no mundo.
Paraque esta ilusão de ótica funcione, eu assumirei que você é cristão.Assumirem também que você é inteligente. Você tem uma educaçãograduada, o que o pessoal chama de "senso comum"
Sevocê é um cristão inteligente como se diz, você deve participar dessasilusões desde que se tornou Cristão, mas nunca pôde perceber isso. nospróximos 5 minutos mais ou menos, você será capaz de ver essa ilusãopela primeira vez.
Entãovamos começar pelo começo: Se você é cristão, você acredita em um Deuse crê no poder da oração. Você provavelmente aceita essas colocações de"Christianity.com":
"Peloquê você reza hoje? Alguém que você ama está doente? Problemas com aesposa? Sua mulher sofre de alguma doença ou algo assim? Você quer umatransferência no trabalho, ou um resultado positivo para o teste degravides? (etc... etc... etc...) Não te preocupas, Deus é poderoso.Acredite nele nas pequenas e nas grandes coisas. Ele cuida, e ele ESTÁlá. Não perca a esperança. Um milagre a seu favor pode estar bem alidepois da próxima esquina." - Christianity.com
Éuma promessa extremamente importante aos cristãos... Deus cuida devocê, ele faz milagres. Tudo o que você tem que fazer é esperar...
Entãovamos imaginar que você está com algum problema grande e você ora aDeus por uma solução. Mas... Deus não responde seu chamado.
Vocêestá desapontado, talvez bravo, e você não entende o que houve deerrado. Se você falar com outro cristão (mais experiente possivelmente)ou procurar na web e perguntar porque ele não o responde aparecerãorespostas desse sentido:
"Temosque confiar nele, ele sabe o que é melhor. Deus responde as orações emforma de "sim", "Não" & "Espere". Talvez a pior resposta a seaceitar seja o "Espere". É difícil ser deixado de canto, Imaginandocomo Deus resolvera sou problema, mas temos que ter fé que ele ofará..." - Chritianity.com
"Sim","Não" & "Espere". Assim que Deus responde as orações. Vocêprovavelmente ouviu isso milhares de vezes, e você acreditacompletamente.
"Sim", "Não" & "Espere" Deve parecer confortável, mas aqui está o que eu quero te ajudar a compreender.
"Sim", "Não" & "Espere" é, na verdade, uma ilusão ótica...

Deixe-memostrar-lhe como esta ilusão funciona. Imagina que eu coloque uma jarrana mesa e digo a você que ore pela jarra, e digo que ela responderásuas orações. Você é cético, porisso aceita tentar. Você pede à jarraque te dê 1000 reais.
Agora eu te digo, a jarra poderá responder seu pedido por três modos, "Sim", "Não" ou "Espere". Vamos ver o que acontece...
O que acontecerá? Existem três possibilidades:
Possibilidade1:Do nada, um cheque chega pelo correio no valor de 1,100 Reais. Então eute digo: "Viu, a jarra respondeu sua oração..."
Possibilidade2:Sete dias depois, do nada, você tem um aumento de R$1,200 ao ano no seusalário. Então eu te falo... "Vê? o jarro respondeu teu pedido... Vocêsó teve que esperar um pouquinho..."
Possibilidade3:Nada acontece por 6 meses. Então você me pergunta "O que houve?" e eurespondo que você precisa de paciência que a jarra sabe o que émelhor...
Olhasó o que aconteceu: nas Possibilidades 1 & 2, o jarro respondeumesmo suas rezas.E na possibilidade 3 nós ficamos esperando pela suaresposta acreditando que este faria o melhor por você.
Agora responde pra mim: Você vai se ajoelhar e adorar este jarro?
Provavelmente não. Mas porque não?
Vocênão adora a jarra porque você sabe que ele não fez efeito sobre opedido. O jarro não “repsondeu" sua "oração"? O jarro não ocasionou seuaumento nem mesmo "fez" com que aquele cheque chegasse. O jarro fezalguma coisa então? NÃO, absolutamente de forma alguma. Você sabedisso. Nós dois sabemos disso. Não foi nada além de uma conhecidência.
Quandovocê orou para o jarro, qualquer que tenha sido a resposta, não foimais que uma conhecidência. Isso é óbvio para qualquer inteligente. Seo critério é "sim", "não" & "espere" certamente o jarro responderáa todas as orações. Mas ambos sabemos que ele não fez nada.
Se você é uma pessoa inteligente, você deve ter inteligentemente percebido onde está a ilusão em orar.
"Deus responde as perguntas na forma de 'sim', 'não' & 'espere'" -> christianity.com
"O jarro responde as orações nas formas de 'sim', 'não' & 'espere'" -> eu
"Devemos esperar que Deus saberá o que é melhor" -> Christianity.com
"Devemos esperar pois a jarra certamente saberá o que é melhor..." -> eu
Quando os Chritians diz que "Deus responde as orações nas formas de 'sim', 'não' & 'espere'", é impossível perder:
Ou o que você pede acontece em um dia, ou em um mês, ou em alguns, ou em um ano, ou em alguns, ou nunca...
'sim','não' & 'espere' está SEMPRE certo, não interessa o que você peça.É verdade mesmo rezando para um jarro, um "ídolo" de pedra. Ou para oplaneta júpiter. 'sim', 'não' & 'espere' é certeiro não importa AOquê você reze...
Comocristão, você acredita que Deus está respondendo seus pedidos. Mas tudoo que vemos são ilusões. A ilusão é criada pela conhecidência e o'sim', 'não' & 'espere' mentalmente.
Sendo você uma pessoal pensante, você provavelmente entende isso agora.
Se dizemos "Deus responde às orações na forma de 'sim', 'não' & 'espere', Deus não poderia perder.
Mas na verdade, "Deus" não é diferente da jarra. O jarro não pode perder também. Esta é a ilusão.
Comosabemos? Como sabemos que todas as orações respondidas sãoconhecidências? É só olhar a qualquer estudo científico desse sentido,todas as provas científicas sustentam: Rezas não tem efeito.
Por exemplo, New York Times escreveu:
"Emum imenso estudo científico, um grupo de pacientes receberam queestranhos rezariam por eles, e em para um segundo grupo, poderiam terrecebido rezas ou não, e a um terceiro, ninguém rezou. O estudo de 2.4milhões de dólares mostra que

["Ina large and much touted scientific study, one group of patients wastold that strangers would pray for them, a second group was toldstrangers might or might not pray for them, and a third group was notprayed for at all. The $2.4 million study found that the strangers'prayers did not help patients' recovery."]

Defato, não teve nem o efeito de um placebo. Na verdade, o pessoal quesabia que estavam rezando para eles, foram até pior nos testes.
>>Detalhe: Placebo é um comprimido que clinicamente não tem o menor efeito no corpo humano<<

The Boston Globe escreveu:
Umestudo dos 17 últimos estudos da "cura por distância" [...] Nãoencontrou efeito significante para as orações ou outros métodos de cura.

{"A review of 17 past studies of ''distant healing," … found no significant effect for prayer or other healing methods."}

USA Today Diz:

"Umaatitude positiva não aumenta as chances de sobrevivência a um câncer edoutores que incoragem pacientes a manter sua esperança devem estar"colocando um gás" neles, de acordo com resultado de pesquisa"

["Apositive attitude does not improve the chances of surviving cancer anddoctors who encourage patients to keep up hope may be burdening them,according to the results of research."]

Vemos isso todos os dias:
Pessoas que oram morrem de doenças nas mesmas taxas estatísticas que as que não oram.
Pessoas que oram se divorciam nas mesmas taxas estatísticas que as que não oram.
Pessoas que oram ganham na loteria nas mesmas taxas estatísticas que as pessoas que não rezam.
Nós todos sabemos disso. Orar, não tem efeito algum nos eventos.
Você deve ter milhares de racionalizações por exemplo, você deve se dizer...
"Deus não pode ser testado"
Ou
"Deus deve se manter neutro"
Masisso são racionalizações, nada mais. O fato é, os estudos científicossão concretos. Toda oração respondida é uma conhecidência.
Uma vez que você entendeu a ilusão do Jarro, você poderá exatamente o que está acontecendo.
Os estudos científicos estão corretos.
Você deve poder ver agora. Use um tempo para pensar em ciência. Você verá que é verdade.
Você é inteligente.
Não pode realmente negar.
Então use a inteligência para entender a verdade Simples:
O motivo pelo qual orações tem efeito nulo é que Deus é imaginario.
DEUS É IMAGINÁRIO
Gostaria de Aprender mais? Por favor visite: WhyWontGodHealAmputees.com & GodIsImaginary.com
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Obrigado pelo seu tempo hoje

10 mitos — e 10 verdades — sobre o Ateísmo

Várias pesquisas indicam que o termo “ateísmo” tornou-se tão estigmatizado nos EUA que ser ateu virou um total impedimento para uma carreira política (de um jeito que sendo negro, muçulmano ou homossexual não é). De acordo com uma pesquisa recente da revista Newsweek, apenas 37% dos americanos votariam num ateu qualificado para o cargo de presidente.

Ateus geralmente são tidos como intolerantes, imorais, deprimidos, cegos para a beleza da natureza e dogmaticamente fechados para a evidência do sobrenatural. Até mesmo John Locke, um dos maiores patricarcas do Iluminismo, acreditava que o ateísmo “não deveria ser tolerado” porque, ele disse, “as promessas, os pactos e os juramentos, que são os vínculos da sociedade humana, para um ateu não podem ter segurança ou santidade.” Isso foi a mais de 300 anos atrás. Mas nos Estados Unidos hoje, pouca coisa parece ter mudado. Impressionantes 87% da população americana alega “nunca duvidar” da existência de Deus; menos de 10% se identificam como ateus — e suas reputações parecem estar deteriorando. Tendo em vista que sabemos que os ateus figuram entre as pessoas mais inteligentes e cientificamente alfabetizadas em qualquer sociedade, é importante derrubarmos os mitos que os previnem de participar mais ativamente do nosso discurso nacional.

1) Ateus acreditam que a vida não tem sentido.

Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam freqüentemente com a falta de sentido na vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna além da vida. Ateus tendem a ser bastante seguros quanto o valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo. Ateus tendem a achar que este medo da insignificância é… bem… insignificante.

2) Ateus são responsáveis pelos maiores crimes da história da humanidade.
Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles era muito parecidos com religiões. Tais regimes eram dogmáticos ao extremo e geralmente originam cultos a personalidades que são indistinguíveis da adoração religiosa. Auschwitz, o gulag e os campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando humanos rejeitam os dogmas religiosos; são exemplos de dogmas políticos, raciais e nacionalistas andando à solta. Nâo houve nenhuma sociedade na história humana que tenha sofrido porque seu povo ficou racional demais.

3) Ateus são dogmáticos.
Judeus, cristãos e muçulmanos afirmam que suas escrituras eram tão prescientes das necessidades humanas que só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplismente uma pessoa que considerou esta afirmação, leu os livros e descobriu que ela é ridícula. Não é preciso ter fé ou ser dogmático para rejeitar crenças religiosas infundadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71) uma vez: “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu.”

4) Ateus acham que tudo no universo surgiu por acaso.

Ninguém sabe como ou porquê o universo surgiu. Aliás, não está inteiramente claro se nós podemos falar coerentemente sobre o “começo” ou “criação” do universo, pois essas idéias invocam o conceito de tempo, e estamos falando sobre o surgimento do próprio espaço-tempo. A noção de que os ateus acreditam que tudo tenha surgido por acaso é também usada como crítica à teoria da evolução darwiniana. Como Richard Dawkins explica em seu maravilhoso livro, “A Ilusão de Deus,” isto representa uma grande falta de entendimento da teoria evolutiva. Apesar de não sabermos precisamente como os processos químicos da Terra jovem originaram a biologia, sabemos que a diversidade e a complexidade que vemos no mundo vivo não é um produto do mero acaso. Evolução é a combinação de mutações aleatórias e da seleção natural. Darwin chegou ao termo “seleção natural” em analogia ao termo “seleção artificial” usadas por criadores de gado. Em ambos os casos, seleção demonstra um efeito altamente não-aleatório no desenvolvimento de quaisquer espécies.

5) Ateísmo não tem conexão com a ciência.
Apesar de ser possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus — alguns cientistas parecem conseguir isto — não há dúvida alguma de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população americana como exemplo: A maioria das pesquisas mostram que cerca de 90% do público geral acredita em um Deus pessoal; entretanto 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam. Isto sugere que há poucos modos de pensamento menos apropriados para a fé religiosa do que a ciência.

6) Ateus são arrogantes.
Quando os cientistas não sabem alguma coisa — como porque o universo veio a existir ou como a primeira molécula auto-replicante se formou — eles admitem. Na ciência, fingir saber coisas que não se sabe é uma falha muito grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias monumentais do discurso religioso pode ser encontrado com freqüência em como as pessoas de fé se vangloriam sobre sua humildade, enquanto alegam saber de fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

7) Ateus são fechados para a experiência espiritual.
Nada impede um ateu de experimentar o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor; ateus podem valorizar estas experiências e buscá-las regularmente. O que os ateus não tendem a fazer são afirmações injustificadas (e injustificáveis) sobre a natureza da realidade com base em tais experiências. Nâo há dúvida de alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor ao ler a Bíblia e rezar para Jesus. O que isso prova? Que certas disciplinas de atenção e códigos de condutapodem ter um efeito profundo na mente humana. Tais experiências provam que Jesus é o único salvador da humanidade? Nem mesmo remotamente — porque hindús, budistas, muçulmanos e até mesmo ateus vivenciam experiências similares regularmente. Nâo há, na verdade, um único cristão na Terra que possa estar certo de que Jesus sequer usava uma barba, muito menos de que ele nasceu de uma virgem ou ressuscitou dos mortos. Este não é o tipo de alegação que experiências espirituais possam provar.

8) Ateus acreditam que não há nada além da vida e do conhecimento humano.
Ateus são livres para admitir os limites do conhecimento humano de uma maneira que nem os religiosos podem. É óbvio que nós não entendemos completamente o universo; mas é ainda mais óbvio que nem a Bíblia e nem o Corão demonstram o melhor conhecimento dele. Nós não sabemos se há vida complexa em algum outro lugar do cosmos, mas pode haver. E se há, tais seres podem ter desenvolvidos um conhecimento das leis naturais que vastamente excedem o nosso. Ateus podem livremente imaginar tais possibilidades. Eles também podem admitir que se extraterrestres brilhantes existirem, o conteúdo da Bíblia e do Corão lhes serão menos impressionante para eles do que são para os humanos ateus. Do ponto de vista ateu, as religiões do mundo trivializam completamente a real beleza e imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

9) Ateus ignoram o fato de que as religiões são extremamente benéficas para a sociedade.
Aqueles que enfatizam os bons efeitos da religião nunca parecem perceber que tais efeitos falham em demonstrar a verdade de qualquer doutrina religiosa. É por isso que temos termos como “wishful thinking” e “auto-enganação.” Há uma profunda diferença entre uma ilusão consoladora e a verdade. De qualquer maneira, os bons efeitos da religião podem ser certamente questionados. Na maioria das vezes, parece que as religiões dão péssimos motivos para se agir bem, quando temos bons motivos atualmente disponíveis. Pergunte a sí mesmo: o que é mais moral? Ajudar os pobres por se preocupar com seus sofrimentos, ou ajudá-los porque você acha que o criador do universo quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

10) Ateísmo não fornece nenhuma base para a moralidade.
Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Corão — já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais que são (a certo ponto) embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana. Nós fizemos um progresso moral considerável ao longo dos anos, e não fizemos esse progresso lendo a Bíblia ou o Corão mais de perto. Ambos os livros aceitam a prática de escravidão — e ainda assim seres humanos civilizados agora reconhecem que escravidão é uma abominação. Tudo o que há de bom nas escrituras — como a regra de ouro por exemplo — podem ser apreciadas por seu valor ético, sem a crença de que ela nos tenha sido passada pelo criador do universo.

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Obrigado pelo seu tempo hoje :-)

10 Perguntas que todo cristão inteligente deveria conhecer

Fala pessoal,
Estava eu outro dia navegando pelo youtube quando resolvi colocar lá em inglês as palavras "perguntas", "inteligentes", e "cristãos" então fui descendo e encontrei um site extremamente interessante que é www.godisimaginary.com. Estava no final de um filme...
Eu traduzi ele aqui para vocês, mas o vídeo também está aqui em baixo...
(Copie e cole na barra de endereços)
http://www.youtube.com/watch?v=zDHJ4ztnldQ



Eu Suporei que você é um cristão educado. Você tem um grau de faculdade, e você foi treinado para pensar logicamente e racionalmente sobre o mundo em que nós vivemos. Por exemplo, você pode ser:


- Um coordenador ou um cientista
- Um doutor, um farmacêutico ou uma enfermeira
- Um professor
- Um gerente ou um administrador
- Um empregado federal
- Um proprietário empresarial
- Um representante
- Um executivo
- Um advogado
- Um contabilista
- Uma pessoa que trabalha no setor financeiro ou nos recursos humanos
- Um arquiteto ou um desenhador
- Um programador de software

Ou seja você é uma pessoa esperta. Você sabe como o mundo trabalha, e você sabe pensar criticamente.

Se você é um cristão educado, eu gostaria de falar hoje com você sobre uma pergunta importante e interessante. Você já pensou sobre a utilização de sua instrução de faculdade para analisar sua fé? Sua vida e sua carreira exijem que você se comporta e aja racionalmente. Deixa-nos aplicar suas habilidades de pensamento críticas enquanto nós discutimos 10 perguntas simples sobre sua religião.
Está aqui um exemplo do tipo da coisa que eu estou falando aproximadamente: Como um cristão, você acredita no poder da oração. De acordo com uma votação recente, 3 de 4 doutores acreditam que Deus está executando milagres médicos na terra agora. A maioria de cristãos acreditam que Deus está curando as doenças, invertendo os efeitos dos venenos e assim por diante.

>Está tão aqui a pergunta #1: Por que Deus não cura amputados?
É uma pergunta simples, não é? Nós todos sabemos que os pés amputados não regeneram espontâneamente em resposta à oração. Os Amputados, não recebem milagres de Deus
Se você é uma pessoa inteligente, você tem que admitir que é uma pergunta interessante. De um lado, você acredita que Deus responde a orações e executa milagres. De outro lado, você sabe que Deus ignora completamente amputados quando oram por milagres.
Como você trata esta discrepância? Como uma pessoa inteligente, você tem que tratar ela, porque não faz nenhum sentido. A fim suportá-la, observar que você tem que criar algum tipo da racionalização. Você tem que inventar uma desculpa no interesse de Deus para explicar este fato da vida estranho. Você pode ter dito, "bem, deus deve ter algum tipo da plano especial para amputados." Assim você inventa sua desculpa, Seja qual for, e então você para de pensar sobre ela porque é incômoda.
Está aqui um outro exemplo. Como um cristão, você acredita que Deus se importa com você e responde as suas orações.

>Assim a segunda pergunta é: Por que há tantos povos esfomeados em nosso mundo?
Olhe a sua volta e observe que milhões de crianças morrem de inanição. É realmente horrível. Por que Deus estaria preocupado sobre você que pede um aumento, ao ao mesmo tempo ignorar as orações destas crianças pequenas desesperadas, inocentes? Realmente não faz nenhum sentido, faz? Por que um deus benevolente faria isso?
Para explicá-lo, você tem que vir acima com alguma sorte da desculpa muito estranha para Deus. Como, "Deus quer estas crianças sofrendo e morrendo para algum motivo divino, misterioso"; Então você empurra-o fora de sua mente porque absolutamente não cabe com sua ideia de um amoroso deus que olha por todos.
Terceira pergunta: Por que Deus exije a morte de tantos povos inocentes na Bíblia? Olhe esses versos:

- 35:2 do êxodo - Deus exije que nós matamos todos que trabalham no dia do Sabado.

- O 21:18 de Deuteronomy - 21 - deus exije que nós matamos adolescentes desobedientes.

- 20:13 de Leviticus - Deus exije a morte dos homossexuais.

- O 22:13 de Deuteronomy - 21 - deus exije que nós matamos as meninas que não são virgens quando se casam.

E assim por diante… Há um monte de versos como estes.
Não faz nenhum sentido, faz? Por que um deus que nos ama Quer nos ver matar nossos entes queridos ou iguais sob circunstâncias tão triviais? Apenas porque você trabalha no dia errado da semana, você deve morrer? Isso não faz nenhum sentido, faz? De fato, se você pensa sobre ele, você realiza que é insano. Assim você cria algum tipo da racionalização para explicar estes versos.

>Pergunta #4: Por que a Bíblia contem tanto o absurdo anticientífico? Você tem um grau de faculdade, desta forma você sabe o que eu estou falando. Você sabe que a ciência trabalha. Você usa feliz os produtos da ciência diários: seu carro, seu telefone celular, seu forno de micrôondas, sua televisão, seu computador. Estes são todos os produtos do processo científico. Você sabe que a ciência é incrivelmente importante para nossa economia e para nossas vidas.
Mas há um problema. Porque uma pessoa educada como você sabe que a Bíblia contem todas as sortes da informação que é absurdo total de uma perspetiva científica.

- Deus não criou o mundo em 6 dias 6.000 anos há como a Bíblia diz.

- Havia nunca uma inundação mundial que cobrisse Mt. Everest como a Bíblia diz.

- Jonah não viveu dentro do estômago de um peixe por três dias como a Bíblia diz.

- Deus não criou Adam de um punhado da poeira como a Bíblia diz.

Estas histórias são todas um absurdo. Por que um deus que tudo sabe escreveria um absurdo desses? Não faz nenhum sentido, faz? Assim você cria algum tipo de desculpa muito estranha para tentar explicar porque a Bíblia contem tanta falta de sentido.

>Pergunta #5: Por que é Deus um proponente tão enorme da escravidão na Bíblia? Olhar estes versos da Bíblia:

- O 21:20 do êxodo - 21 - deus diz que é APROVADO a próprios escravos, e é igualmente ESTÁ BEM bater neles.

- O 3:22 de Colossians - 24 - escravos precisam obedecer seus mestres.

- 6:5 de Ephesians - os escravos precisam obedecer seus mestres porque está na lei de cristo.

- 1 2:18 de Peter - os escravos precisam de obedecer seus mestres, mesmo se seus mestres forem grosseiros.

E assim por diante…
E por que todos os povos inteligentes abhor a escravidão e fazem-na completamente ilegal? Você tem que vir com algum tipo da racionalização estranha explicá-lo.

>Pergunta #6: Por que as coisas más acontecem aos bons povos? Isso não faz nenhum sentido. Você criou uma desculpa exótica no interesse dDeus para racionalizá-lo.

>Pergunta #7: Por que nemum dos milagre de Jesus na Bíblia não deixaram atrás evidência alguma? Isso é muito estranho, não é? Você criou uma desculpa para racionalizá-la.

>Pergunta #8: Como nós explicamos o fato de que Jesus nunca lhe apareceu? Jesus é todo-poderoso e intemporal, mas se você reza para que Jesus apareça, nada acontece. Você tem que criar uma racionalização estranha para tratar esta discrepância.

>Pergunta #9 - Por que Jesus o quereria comer seu corpo e beber seu sangue? (mesmo que seja uma figura de linguagem) Soa totalmente grotesco, não faz? Por que Deus todo-poderoso o quereria fazer algo que, em o outro contexto, soa como um desgostoso, ritual canibal, satânico?

>E finalmente, pergunta #10 - por que os cristãos se divorciam na mesma taxa que não-Cristãos? Os cristãos se casam na frente de Deus e de seus amigos cristãos. E então dizem, "O que deus uniu, homem nenhum pode desunir." Deus é todo-poderoso, assim que se Deus uniu dois povos que devem selar o negócio, certo? Contudo os cristãos se divorciam na mesma taxa que todos outros. Para explicar isso, você tem que criar mais uma racionalização complicada.

Assim, nós vimos 10 perguntas fascinantes. A fim acreditar em Deus, você teve que criar todas as sortes de racionalizações e de desculpas estranhas. Se você é um inteligente, a pessoa que tem uma faculdade, todas estas desculpas e as racionalizações fazem-no provavelmente incômodo. Se você pensa sobre ela honestamente, usando as habilidades de pensamento críticos que você aprendeu na faculdade, você tem que admitir que suas respostas a estas perguntas não fazem nenhum sentido de todo.
Agora, deixar-me mostrar-lhe algo notável. Se você supor que Deus é imaginário? Uma coisa engraçada acontece: as respostas a cada destas perguntas fazem o sentido completo. É só olhar todas as dez perguntas como uma pessoa inteligente:

1) Por que Deus não cura amputados? Porque Deus é imaginário, e ele não responde a nenhuma orações. Cada "oração" respondida é na realidade uma coincidência. Toda a prova científica suporta esta conclusão.

2) Por que há tantos povos esfomeados em nosso mundo? Porque Deus é imaginário, e ele é conseqüentemente incapaz de responder a suas orações.

3) Por que Deus exije a morte de tantos povos inocentes na Bíblia? Porque Deus é imaginário, e a Bíblia foi escrito por homens ridículos, cruéis que não eram muito tolerantes.

4) Por que a Bíblia contem tanto absurdo anticientífico? Novamente. Os homens primitivos escreveram a Bíblia, e eles não eram conhecedores da verdade.

5) Por que é Deus um proponente tão enorme da escravidão? Novamente..

6) Por que as coisas más acontecem a pessoas boas? Porque Deus é imaginário e as coisas más acontecem nas mesmas taxas estatísticas a todos.

7) Por que alguns dos milagre de Jesus na Bíblia não deixaram atrás evidência alguma? Porque Deus e milagres são imaginários, e os milagres de Jesus são mitos.

8) Como nós explicamos o fato de que Jesus nunca lhe apareceu? Porque Deus é imaginário.

9) Por que Jesus quer que comamos seu corpo e bebamos seu sangue? Porque Deus é imaginário, e este estranho veio de uma religião pagã.

10) Por que os cristãos se divorciados na mesma taxa que não-Cristãos? Porque Deus é imaginário.

Você vê o que aconteceu aqui? Quando nós supomos que Deus existe, as respostas a estas dez perguntas não fazem absolutamente nenhum sentido. Mas se nós supomos que Deus é imaginário, nosso mundo faz o sentido completo.
É interessante, não é? Realmente, é mais do que interessante - é incrivelmente importante.
Nosso mundo faz somente o sentido quando nós compreendemos que Deus é imaginário.
Assim é como as pessoas inteligentes, racionais sabem que Deus é imaginário.
Quando você usa seu cérebro, e quando você pensa logicamente sobre sua fé religiosa, você pode alcangar somente uma conclusão possível: o " Deus" que você se ouviu aproximadamente desde que você era um infante é completamente imaginário. Você tem que intencionalmente rejeitar a racionalidade, e aceitar centenas de racionalizações estranhas para acreditar em seu " Deus."
Agora, deixar-me fazem-lhe uma última pergunta: por que deve você se importa? Que diferença ele faz se o povo quere acreditar em um " Deus" , mesmo se é imaginário?
Importa porque os povos que acreditar em seres imaginários são delusório.
Importa porque os povos que falam aos seres imaginários são delusórios.
Importa porque os povos que acreditam em superstições imaginárias como a oração é delusória.
É assim simples, e assim óbvio. Suas crenças religiosas ferem-no pessoal e ferem-nos como uma espécie porque são delusórias. A crença em algum " Deus" é o absurdo completo.
Você é uma pessoa esperta. É hora para que você use sua inteligência para livrar-se destas desilusão. É hora de começar a pensar como ser humano racional, do que aderir aos amigos imaginários e às fantasia da infância.

Você gostaria de aprender mais? Visite por favor www.WhyWontgodHealAmputees.com e www.godIsImaginary.com.



Pessoalmente eu não concordo com todas as perguntas acima, algumas são sim explicáveis
Gostei muito desse site e vou traduzir mais vídeos deles pra vocês ;)
Obrigado pelo seu tempo...

Cientista britânico ataca astrologia em série de TV

O cientista britânico Richard Dawkins não se deu por satisfeito em vender mais de 1 milhão de exemplares de um livro contra a crença em seres divinos, com sua obra Deus - um Delírio, promovida a best-seller em vários países e recém-lançada no Brasil pela editora Companhia das Letras.

Ele agora aponta sua artilharia contra o que considera superstições e pseudo-ciência: de astrologia a mediunidade, de homeopatia a cartas tarot.

O novo ataque do conceituado biólogo da Universidade de Oxford começou nesta segunda-feira, na televisão britânica, com o seriado The Enemies of Reason (Os Inimigos da Razão), que Dawkins apresentará durante várias semanas no Canal 4, parte de um esforço (que muitos acham inútil) de desmontar as crenças e superstições que ele considera totalmente desprovidas de fundamento e provas, mas que convencem o público em vários países.

Como a homeopatia, uma prática de medicina alternativa que atrai seguidores fiéis, inclusive entre muitos médicos no Reino Unido, no Brasil e em outros países.

Londres, por exemplo, tem um vasto hospital homeopático, renovado há pouco tempo com 20 milhões de libras (cerca de R$ 80 milhões) de verba pública – com apoio e considerável pressão do Príncipe Charles, um aficionado desse tratamento pouco ortodoxo (o príncipe é também conhecido por conversar com as plantas de seu jardim, conforme ele mesmo revelou).

Dawkins rechaça a teoria de que os remédios homeopatas funcionam porque seguem o princípio das vacinas, de combater “o mesmo com o mesmo”.

Biólogo por formação, ele explica que as vacinas usam uma forma enfraquecida mas real do germe causador da doença e assim estimulam o sistema imunológico do organismo a criar anticorpos para combater a doença real.

A homeopatia, por outro lado, baseia-se no uso de uma dose tão diluída da molécula causadora do problema, que só teria uma suposta “lembrança” da doença. E quanto mais diluída, mais eficaz, uma lógica que Dawkins considera contraditória e absurda.

Em entrevistas sucessivas à mídia britânica nos últimos dias para promover a nova série de TV, Dawkins esclarece que sua principal implicância com a homeopatia é a recusa dos seus promotores de submetê-la a testes padrões de qualidade, obrigatórios para remédios comuns.

"Costumo dizer aos médicos que usam homeopatia: se vocês conseguirem provar a teoria da lembrança da molécula ser mais eficaz quanto mais diluída for a fórmula do remédio, terão descoberto uma nova força na Física. Ou a homeopatia não tem nenhum efeito – e neste caso vocês não deveriam cobrar consulta nem remédio – ou então tem efeito – e neste caso vocês devem provar e ganhar o Prêmio Nobel", disse Dawnkins em entrevista à imprensa britânica.

Dawkins reconhece o benefício do chamado “efeito placebo”. Ou seja, diante da atenção do médico e da recomendação para tomar uma substância água-com-açúcar que lhe é passada como remédio eficaz, o paciente se deixa levar pela sugestão e, em muitos casos, pode até se sentir melhor.

É o fator psicológico, cada vez mais difícil de se obter em consultórios médicos regulares, onde as consultas são rápidas e os médicos são proibidos de receitar pílulas placebo. Mas curar doenças sérias com homeopatia, diz ele, é uma pretensão sem base na realidade. Em outras palavras, charlatanice.

Gurus

Na mesma categoria de enganação dos mais suscetíveis, Dawkins encaixa gurus que revestem suas crenças místicas de um palavreado pseudo-científico, seja para alegar que pirâmides ou cristais emitem “energia positiva” ou, como no caso do indiano Deepak Chopra, promover uma tal de “Cura Quantum”, que sugere ligação entre espiritualidade e tecnologia avançada.

"Muita coisa na teoria quantum pode até soar quase mística – como o Princípio da Incerteza, de Heisenberg (no plano subatômico, a observação de um elemento afeta sua localização). Mas isso é só porque ainda se desconhece muito no setor, há muito mistério, os cientistas continuam pesquisando. Mas as leis básicas da mecânica quântica estão aí e passam por testes. Nada têm de místicas."

Astrologia é outro tema que irrita Dawkins em vários níveis. Em primeiro lugar, diz ele, porque não se sustenta em nenhuma base científica. Segundo, porque o termo confunde o público e afeta a reputação da verdadeira ciência no setor, Astronomia.

E em terceiro lugar, como implicância pessoal de quem, como ele, dedica a vida a divulgar ciência, incomoda ver horóscopos ocuparem mais espaço na mídia do que assuntos científicos.

Mediunidade é outra prática que Dawkins considera enganação de ingênuos, que muitas vezes embarcam na ilusão porque sentem falta de um ente querido que já morreu e caem na armadilha dos que alegam poder fazer contato com os mortos.

Mas e se os médiuns não são aproveitadores e, de fato, acreditam no que fazem?

Dawkins, ferrenho seguidor do também cientista britânico Charles Darwin, que desvendou o mecanismo da evolução das espécies, lembra o que foi dito do paleontólogo jesuíta Teilhard de Chardin, quew promovia teorias peculiares sobre a evolução:

“Ele só pode ser desculpado pela desonestidade porque, antes de enganar os outros, ele se esforçou muito para enganar a si próprio.”
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Fonte BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070814_dawkins_sb_ac.shtml

17/08/2007

Queda de Braço com Deus

Quando o astrônomo e matemático francês Pierre-Simon de Laplace apresentou seu Tratado de Mecânica Celeste a Napoleão Bonaparte, o imperador estranhouuma ausência naquela laboriosa aplicação da física de Isaac Newton ao movimento de planetas e estrelas. Por que, quis saber Napoleão, Laplacenão mencionava Deus? "Eu não precisei dessa hipótese", foi a respostado astrônomo. Deus saía de cena na ordem celeste – e mais ou menossessenta anos depois, com a publicação de A Origem das Espécies, deCharles Darwin, em 1859, a hipótese divina também era dispensada paraexplicar a vida sobre a Terra. Deus não cedeu espaço na moral, nacultura, na sociedade, nem mesmo na política. Mas a ambição deexpulsá-lo de vez – e, com Ele, padres, pastores, imãs, rabinos – detodos os recessos da existência vem ganhando expressão em vários livrosrecentes. O proselitismo ateu anda forte nas livrarias, com um elencopreeminente e variado de autores abrindo fogo contra os fiéis: obiólogo inglês Richard Dawkins, o filósofo americano Daniel Dennett, ojornalista inglês Christopher Hitchens e o filósofo francês MichelOnfray. Os livros de Hitchens e Dawkins vêm freqüentando listas de maisvendidos nos Estados Unidos, e Onfray vendeu 200.000 exemplares de seu Tratado de Ateologia (traduçãode Monica Stahel; Martins Fontes; 214 páginas; 39,80 reais) na França.Será incorreto imaginar que há uma onda de descrença varrendo o mundo.Esses livros são sobretudo uma reação – às vezes exagerada, alarmistaaté – a um certo recrudescimento da religião, em suas versões maisfanáticas, no mundo pós-11 de Setembro.

O caráter reativo dessas obras se revela no tom. Distintas na forma enos pressupostos, todas têm uma tendência um tanto infantil àprovocação. Em uma resenha do livro Quebrando o Encanto (traduçãode Helena Londres; Globo; 456 páginas; 39 reais), de Daniel Dennett,publicada no The Washington Post, o teólogo Jack Miles, autor de Deus,uma Biografia, observou que às vezes o filósofo darwinista parece estarpuxando os crentes para a briga, como quem diz "vamos acertar isso láfora". E o livro de Dennett é o menos exaltado – chega até a propor odiálogo com os religiosos moderados. Amigo de Dennett, Richard Dawkinsmostra-se mais virulento já no título, The God Delusion (Deus, umDelírio, a ser lançado no Brasil em agosto, pela Companhia das Letras).Radical, ele não aceita nenhuma divisão de terreno, na linha "a ciênciatrata do mundo físico, e a religião, do espiritual". Argumenta que areligião nunca se contenta nos limites do mundo espiritual. Todas asigrejas fazem afirmações sobre o universo físico, postulando aexistência de milagres e intervenções divinas (quando foi baleado em umatentado, o papa João Paulo II afirmou que a mão de Nossa Senhora deFátima o salvou. Dawkins prefere dar crédito ao time de cirurgiões queoperou o sumo pontífice). Christopher Hitchens, em God Is Not Great(Deus Não É Grande, a sair em outubro, pela Ediouro), leva um argumentosemelhante ao campo político: seria ilusório imaginar que a pregação depadres, rabinos e imãs só se estende aos fiéis, que não interfere emnada no dia-a-dia das sociedades seculares. As religiões estão sempretentando influenciar políticas públicas, especialmente quando questõesmorais e sexuais estão em jogo. Aliás, Hitchens, com sua peculiarironia, se refestela ao tratar da obsessão religiosa por pureza sexual:"Os lunáticos homicidas do 11 de setembro foram talvez tentados pelasvirgens do Paraíso islâmico, mas o mais revoltante é que, como muitosde seus camaradas de jihad, eles mesmos eram virgens".

A questão fundamental levantada pelo ateísmo, porém, está além dosembates entre cientistas e sacerdotes ou da tensão entre a Igreja e asociedade laica. É um território minado da filosofia: a existência deDeus não pode ser comprovada, mas tampouco há como negá-la. O filósofoamericano Richard Rorty (morto no início de junho), em um ensaio de OFuturo da Religião (Relume-Dumará) – livro em co-autoria com o italianoGianni Vattimo –, chega a dizer que essa é uma "questão ruim": não podeser decidida e, portanto, deve ser abandonada. Rorty preferiadeclarar-se anticlerical, e não ateu, pois "o anticlericalismo é umaperspectiva política, e não epistemológica ou metafísica". Dawkinsarrisca-se nessa área de indecisões: sim, ele admite, é impossívelnegar Deus, mas nem por isso ateísmo e teísmo são hipótesesequivalentes. A evolução parte de elementos simples para chegar aformas complexas como o olho ou o cérebro humano. A hipótese teístaseria uma inversão dessa lógica: coloca uma inteligência complexa comoorigem de todo o universo. Não se trata, portanto, de dizer que Deusnão existe: ele seria apenas muito, muito improvável.

Darwin é a referência fundamental de Dawkins, e Dennett também recorreao filósofo escocês David Hume. Hitchens às vezes cita O Futuro de umaIlusão, a crítica de Sigmund Freud às religiões. Friedrich Nietzsche, oalemão que se propôs a derrubar a moral judaico-cristã com seu martelofilosófico, só aparece marginalmente nesses autores – mas é fundamentalpara Michel Onfray. O francês contesta o famoso slogan de Assim FalouZaratustra, "Deus está morto". "Não se mata uma ficção", diz Onfray.Mas Onfray reconhece em Nietzsche a fundação para "uma outra moral, umanova ética, valores inéditos". Ao contrário dos outros livros, Tratadode Ateologia traz um antiquado ardor utópico, ainda que de contornosvagos. A crítica ao islamismo é um ponto forte – e polêmico – do livro."O Corão não permite a religião à la carte", diz Onfray. Ou seja, omuçulmano não pode fazer como os cristãos e judeus modernos, que tendema escolher os preceitos que vão ou não seguir nos textos sagrados. OIslã seria "estruturalmente arcaico" e totalitário.

Onfray recupera figuras obscuras da história das idéias, como JeanMeslier (1644-1729), um abade que rompeu com a Igreja para escreverpanfletos anti-religiosos que estariam entre as primeiras obras defranco ateísmo da história. A palavra "ateu" sempre foi usada paracaracterizar heresias ou crenças desviantes. A negação efetiva de Deus,porém, era uma impossibilidade teórica no mundo imerso em religiãoanterior ao Iluminismo. A historiadora da religião Karen Armstrong dizque ateus de fato só começam a surgir no fim do século XVIII. Não é deestranhar que o recente ensaísmo de propaganda atéia busque uma certacoloração heróica: o ateu, afinal, é uma criatura relativamente recentesobre a face da Terra, e como tal ainda tem de se afirmar.

Dawkins, Onfray e Hitchens deixam a sugestão temerária de que o mundoseria melhor sem religião. Eis outra hipótese que simplesmente não podeser testada. O que se pode afirmar, porém, é que a crença em Deus não énecessária para uma vida correta. A moral não é, como Nietzschesugeria, uma impostura do cristianismo: o senso do certo e do errado,do justo e do injusto, transcende as religiões e, em certa medida, estáimpresso na natureza humana. Dennett observa que mesmo um ateu pode edeve cultivar valores sagrados, como a verdade, o amor, a democracia. Euma vida sem Deus tampouco precisa ser vazia de sentido, como bemdemonstrou o filósofo galês Bertrand Russell: "Eu acredito que, quandoeu morrer, irei apodrecer, e nada do meu ego sobreviverá. Mas me recusoa tremer de terror diante da minha aniquilação. A felicidade não émenos felicidade porque deve chegar a um fim, nem o pensamento e o amorperdem seu valor porque não são eternos".


"ASantíssima Trindade é acompanhada pela Virgem Maria, uma deusa de fato,embora não seja chamada assim. O panteão católico é inflado ainda pelossantos, que, se não são semideuses, têm poderes de intercessão em áreasespecializadas que incluem dores abdominais, anorexia, desordensintestinais. O que me impressiona na mitologia católica é não só a suaqualidade kitsch, mas também a falta de vergonha com que essa gentefabrica as coisas no andar da carruagem. É tudo despudoradamenteinventado."
Richard Dawkins, biólogo inglês, em The God Delusion

"Cercade 150 versículos do Corão justificam e legitimam a guerra santa, o jihad. É o suficiente para fazer naufragar as duas ou três frases muitoinofensivas que exortam à tolerância ou à recusa da coação em matériade religião (!). Em tal oceano de sangue, quem pode ainda se dar aotrabalho de se deter nas duas ou três frases que exortam à humanidade enão à barbárie?"
Michel Onfray, filósofo francês, em Tratado de Ateologia

"Nem é preciso dizer que nenhum dos eventos repulsivos e desordenadosque o Êxodo narra aconteceu. Não houve fuga do Egito, nem peregrinaçãopelo deserto, e nem a conquista dramática da Terra Prometida – (...) oshorrores e crueldades e loucuras do Velho Testamento. E quem – a nãoser por sacerdotes antigos que exercem o poder através do métodoconsagrado da imposição do terror – poderia desejar que esse noveloemaranhado de fábulas seja verdadeiro?"
Christopher Hitchens, jornalista americano, em God Is Not Great

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